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Proscênio
Aqui estão todos as matérias do site. Parabéns por chegar até aqui!


Em cena #003 - Conflito Geográfico: Caxtrinho x Cris Onofre
Tudo no Rio de Janeiro é sobre território, e a tensão causada pelos trânsitos do pertencimento, ocupação e reivindicação é mais parte do dialeto e da personalidade do cidadão fluminense do que nunca. A relação entre locais que são deixados de lado e a zona sul apresenta uma dolorida fricção: um lado foi escolhido para ser o cartão postal, enquanto a zona oeste e a baixada fluminense se reafirmam no fato de que são o principal alicerce da região metropolitana, ou seja, sem ela
há 4 dias


Meio que Todo Mundo é o Fantasma de Alguém: a música de Yuri Costa como fotografia sonora
O primeiro álbum de estúdio de Yuri Costa engloba mais de 10 anos de carreira e temas sensíveis à juventude suburbana. Morei quase 20 anos em Realengo, e vivi um desespero existencial naquele lugar, principalmente no início da adolescência. Eu, um jovenzinho esquisito, que só consumia coisas esquisitas, tinha certa dificuldade de encontrar meu nicho ali, um lugar abandonado pela agenda cultural carioca. Aos poucos, fui desvendando agentes culturais daquele lugar que faziam tu
30 de out.


Músico independente como ser político: se posicionar é mais importante do que nunca
Foto: Ernesto Tendler (@etndler) O mundo artístico é um campo de batalha, então artistas independentes já deveriam estar calejados de guerra quanto à repressão, ao descontentamento com as políticas públicas que os cercam e, principalmente, quanto aos métodos para se mostrar e destacar como cidadãos no cenário público. Existe na prática artística um ímpeto de deixar sua marca no coração das pessoas e, para isso, é necessário desenvolver sua tese enquanto criador bem o suficien
20 de out.


Em Cena #002 - 1º Banda de Casinha em Niterói
Foi só depois de comprar o ingresso para a primeira edição do Banda de Casinha em Niterói que me dei conta de uma pequena heresia pessoal: eu nunca visitara a pequena casa onde emos, indies e outros espécimes do rock brasileiro vêm se encontrando desde 2023. Não foi por falta de oportunidade ou de endereço, já que o Banda de Casinha é uma residência itinerante, apesar das raízes paulistas. Desde que surgiu há três anos, o projeto já levou suas bandas, cartazes e público para
1 de out.


VERAS II expande o universo clubber entre o prazer e a dor de crescer
Após furar a bolha com apresentação no Cultura Livre, Vera Fischer Era Clubber apresenta um segundo disco mais colorido e musicalmente diverso. O primeiro show de Vera Fischer Era Clubber a que assisti foi em dezembro de 2025. Àquela altura, já ouvia o VERAS I praticamente desde o lançamento, em abril, e saí do Teatro da Universidade Federal Fluminense (UFF) falando todas as minhas frases na mesma prosódia da vocalista Crystal Duarte. “Ela poderia ter pegado aquele ônibus/só
23 de set.


O Grammy Latino é uma piada
Dos três brasileiros indicados ao Grammy Latino de Artista Revelação deste ano, dois têm sobrenomes curiosamente familiares. Zeca Veloso é filho de Caetano Veloso e Paula Lavigne; Loulu Gilberto, de João Gilberto com a jornalista Cláudia Faissol. Não acho que Zeca e Loulu sejam artistas ruins. Muito pelo contrário. Os discos “Boas Novas”, do primeiro, e o homônimo “Loulu Gilberto”, da segunda, são ótimos. Mas é difícil encontrar retrato melhor de uma premiação que, ao tentar
17 de set.


Audio Rebel: a ‘categoria de base’ da música independente fluminense
Casa de Botafogo acompanha os primeiros passos de novos artistas, reúne diferentes gerações e mantém um dos palcos mais constantes da música alternativa do Rio Existe uma grande chance de que a próxima estrela da música alternativa fluminense faça um de seus primeiros shows na Rua Visconde de Silva, 55, em Botafogo. Tem sido assim nos últimos 21 anos, desde que a Audio Rebel transformou um velho sobrado na Zona Sul carioca em ponto de encontro entre novos artistas e ouvintes
11 de set.


A distância entre palco e artista: caminhos para entrar no circuito de shows da cena
Foto: Gui Silva (@guisilvaphotography) Tocar ao vivo é o ápice da ideia de ser músico, sendo sua principal forma de se provar e de se conectar com o público. A dança que o palco dita se torna emoção por quem faz seu som ecoar, e é ali que o trabalho de um músico se materializa em propósito, já que os espectadores respondem diretamente ao que você quer exprimir. Existe, portanto, um desejo de estar no centro dos holofotes, que parte desde cantar no chuveiro ou no karaokê, da b
4 de set.
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